Documentário sobre as compositoras Luhli e Lucina ilumina a força libertária da arte e do amor

Sinônimo de resistência e liberdade, a arte sistematicamante constrói luzes no breu de tempos autoritários. Assim fez a dupla Luhli e Lucina, pioneira no lançamento de discos independentes num Brasil em que a ditadura e a cultura alternativa se enfrentavam. O documentário biográfico Yorimatã, dirigido por Rafael Saar, mergulha nessa história. O filme será exibido no dia 21 de dezembro, às 9h, na sala K102. Depois da sessão, está programado um debate com o diretor, o coordenador do curso de Cinema da PUC-Rio, Ney Costa Santos, e com o professor Romulo Mattos, do Departamento de História.

Organizada pelo professor Gustavo Chataignier, do Departamento de Comunicação, a inciativa vai agregar discussões que perpassam a comunicação, a filosofia, a arte. Partem do documentário cuja matriz é o amor de duas mulheres através da arte, de universo espiritual, da vida em comunidade e do relacionamento com o fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca.

O filme dá visibilidade a duas compositoras que participaram ativamente da música brasileira desde os anos de 1960, percorrendo diversos estilos – da bossa nova até o experimentalismo paulistano, passando por influências afro e psicodélicas. Luhli e Lucina assinam sucessos como Fala, imortalizado na voz de Ney Matogrosso.

Bem antes das possibilidades tecnológicas do crowdfunding, elas bancaram um disco independente. Diante de imposições das grandes gravadoras, não abdicaram da expressão artística.

A liberdade se expressava também na relação a três com Borges da Fonseca. Chegaram a morar numa ilha na Costa Verde do Rio. Noves fora, o filme trata de vidas que bancaram seus desejos e não adotaram o movimento hippie por moda. E o documentário ainda reveste essa história com uma cativante trilha sonora.

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