As mídias digitais mudaram o surfe profissional, avalia Carlos Burle em conversa com estudantes

As marés digitais levam os surfistas para novas manobras publicitárias e sociais. O diagnóstico do bicampeão mundial de surfe em ondas grandes Carlos Burle foi um vários dos assuntos das quase duas horas de papo com alunos de Comunicação. A destreza demosntrada nas muralhas líquidas estendeu-se à conversa sobre estilo de vida, ascensão brasileira no surfe, patrocínio, sucessão, títulos mundiais, referências no esporte. Radicado no Havaí, Burle também lembrou passagens marcantes das três décadas de carreira, especalmente as vividas na prais de Nazaré, em Portugal, o Maracanã das ondas gigantes. Emocionou-se ao descrever a relação visceral com o mar. Nem essa permanente lua-de-mel o deixa imune ao medo. Para surpresa de parte dos aproximadamente 30 paricipantes da videoconferência, o domador de ondas de 20, 30 metros também sente medo. "Claro. Quem não sente medo acaba morrendo atropelado na esquina", pondera o recifense de 52 anos. Ele completa: "Mas, quando encaro aquelas ondas, nada me tira a concentração". Eis um dos segredos do campeão.

Pioneiro no surfe da ondas grandes, categoria na qual venceria dois Mundiais - o primeiro, em 1998, e em 2001 -, Carlos Burle debateu com os estudantes os impactos das midias digitais no esporte profissional. Os meios on-line abrem novos espaços de relacionamento com os fãs e novos formatos publicitários. "A comunicação está mais democratizada, mais transparente", destacou o bicampeão no papo pelo Zoom. O encontro foi organizado pelos professores Alexandre Carauta, de Jornalismo Esportivo, e Luiz Leo, de Marketing Esportivo, em conjunto com a assessoria da Red Bull, patrocinadora de Burle. Faz parte desta equipe o ex-aluno de Comunicação da PUC-Rio Matheus Lemos.   

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