Estudantes abrem uma primavera de janelas que unem poesia e fotografia

Clarisse Fukelman pegou a contramão das privações impostas pela pandemia. Em meio à quarentena, fez da literatura uma janela para seus alunos pensarem a vida, as angústas, os sonhos. "Diante da pandemia,  introduzi a discussão sobre de que modo a literatura responderia a questões existenciais e sociais neste momento de crise", conta a professora de Literatura e comunicação. A partir de poemas por ela sugeridos, os mais de 20 estudantes produziram imagens e áudios das janelas de suas casas. O resultado, inspirador, é visto no vídeo acima.

Batizada de Janelas da primavera, a iniciativa entrelaçou a literatura com "os dois pilares de mídia mais disponíveis hoje, na reclusão: a janela e a tela do computador", explica Clarisse. Ela conta que o ponto de partida foi a capacidade renovadora da poesia: "Apresentei aos alunos a força da poesia, sua  capacidade de renovar, na linguagem, a perspectiva de pensar a vida e responder a angústias, sonhos e dramas humanos. Ela tem um potencial agregador, considerada a distância como condição existencial comum a todos".

A partir desta partitura, os estudantes fotografaram e gravaram áudios nas respectivas casas. "Depois, dois alunos editaram o material e uma aluna colocou o som. Tudo sob minha supervisão. Os poemas foram fornecidos por mim, com algumas sugestões deles", acrescenta a professora.

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