Com apoio da WMcCann, pesquisa dimensiona impactos da pandemia sobre a Geração Z

O aumento da ansiedade, as incertezas sobre os rumos profissionais e a interrupção da agenda social estão entre as principais angústias impostas pela pandemia à Geração Z. Assim aponta um estudo feito por alunos de Pesquisa de Mercado, no primeiro semestre deste ano. Orientados pela professora Ana Carolina Balthazar, dourora em Antropologia Social, os estudantes conversaram remotamente com outros 66 jovens, de diversas áreas do Rio, e mapearam os impactos da crise do coronavírus nas rotinas, ambições, emoções daqueles nascidos a partir de 1995, hiperconectados, afeitos à cultura digital (o "Z" remete a zapear, circular por plataformas de comunicação). Identificaram, por exemplo, que eles se sentem mais ansiosos (97% dos entrevistados) e preocupados com a volatilidade do mercado num mundo instável.

Com o apoio da agência WMcCann, o estudo "O Jovem Pelo Jovem: Uma Pesquisa Qualitativa Sobre a Geração Z na Pandemia" assinalou também que esses jovens sentem muita falta dos encontros presenciais com os amigos, mas reconhecem, em geral, uma aproximação com familiares decorrente do confinamento. A maioria deles procura o diálogo para resolver desentendimentos derivados do convívio mais intenso e prolongado em casa. Flimes e séries revelam-se os principais refúgios das preocupações aguçadas pela crise sanitária. Estas e outras constatações integram o relatório final da pesquisa, disponível ao público. Ele pode ser visto aqui

Aos resultados relevantes, soma-se um componente importamte à formação profissional: o diálogo entre a universidade e o mercado. "A diretora de Planejamento da WMcCann, Luiza Portella, garantiu a sintonia do projeto com problemas reais do mercado", ressalta Ana Carolina Balthazar.

A trajetória de pesquisa contemplou desenho de metodologia de pesquisa qualitativa; elaboração de questionário; recrutamento dos entrevistados; condução de entrevistas individuais semiestruturadas e em profundidade via aplicativos de software para videoconferência; transcrição dos dados encontrados; análise dos dados e produção
do relatório final. Os estudantes, conta Ana Carolina, ajustaram os processos metodológicos à quarentena: "Num contexto de isolamento social, os alunos ligaram as câmeras de seus computadores para conversar com outros 66 jovens e entender o que a geração Z está vivendo durante a pandemia do coronavírus". A professora acrescenta: "Se esta pesquisa conserva um caráter experimental, ela oferece insights importantes a respeito da rotina de jovens de diferentes áreas do Rio de Janeiro".

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