O Reitor da PUC-Rio, Padre Anderson Antonio Pedroso, S.J., entrega a homenagem para a jornalista Miriam Leitão, ao lado do diretor do DCOM, professor Arthur Ituassu. Foto: Alícia Souza

O Reitor da PUC-Rio, Padre Anderson Antonio Pedroso, S.J., entrega a homenagem para a jornalista Miriam Leitão, ao lado do diretor do DCOM, professor Arthur Ituassu. Foto: Alícia Souza

A Aula Inaugural que abriu a Semana de Comunicação foi ministrada pela jornalista Miriam Leitão, no dia 18 de maio. Ela fez uma exposição sobre jornalismo, democracia e memória histórica no Brasil. Durante o encontro, a escritora discutiu os impactos da ditadura militar na imprensa brasileira, relembrou episódios de censura e violência contra jornalistas e refletiu sobre os desafios atuais da profissão diante da desinformação, das redes sociais e dos avanços tecnológicos. Ela ainda defendeu que os jornalistas são fundamentais porque são “especialistas em informações verificadas”.

O diretor do DCOM, professor Arthur Ituassu, abriu a palestra cujo título foi “Jornalismo e Democracia: passado, presente e futuro”. Ele  destacou que Miriam é uma “referência de racionalidade e compromisso, com o jornalismo, o país e a sociedade” e reforçou a importância dela para o jornalismo, principalmente em uma época com tantos conflitos na área da Comunicação. O Reitor da PUC-Rio, Padre Anderson Antonio Pedroso, S.J., entregou uma placa de homenagem como símbolo de reconhecimento e agradecimento da PUC-Rio pelos mais de 50 anos de dedicação dela ao jornalismo.

A jornalista Miriam Leitão ministrou a Aula Inaugural da Semana de Comunicação da PUC-Rio. Foto: Alícia Souza

A jornalista Miriam Leitão ministrou a Aula Inaugural da Semana de Comunicação da PUC-Rio. Foto: Alícia Souza

Ao longo da conversa, mediada pelo professor Mauro Silveira, Miriam destacou que jornalismo e democracia são inseparáveis e afirmou que não existe imprensa livre em regimes autoritários. A jornalista relembrou os “anos de chumbo” da ditadura, período marcado por censura, repressão e perseguição política. Ela também comentou o assassinato do jornalista Vladimir Herzog e apontou a preservação da memória histórica como uma das principais ferramentas para impedir o avanço de novos projetos autoritários no país. A colunista do jornal O Globo também abordou as mudanças tecnológicas que transformaram a profissão ao longo das últimas décadas.

Miriam relembrou o início da carreira, com o uso da máquina de escrever, e comparou com o atual contexto marcado pela inteligência artificial e pela velocidade da circulação de informações. Apesar das transformações, a escritora ressaltou que a essência do jornalismo permanece ligada à apuração, à checagem dos fatos e ao compromisso com a verdade. A comentarista da GloboNews ressaltou a valorização das pautas ambientais e disse que o meio ambiente não pode ocupar um espaço isolado dentro da cobertura jornalística. Miriam incentivou os estudantes a pensarem o jornalismo como ferramenta de transformação social, de defesa da democracia e um caminho de luta contra a desigualdade no  país.

– A democracia é o eixo central, sem ela morremos e sem um projeto do país, nós morremos a longo prazo e a breve prazo. Nós morremos aos poucos, um pouco a cada dia.

Professor Mauro Silveira (coordenador-adjunto da graduação de Jornalismo), professor Bruna Aucar (coordenadora de graduação), jornalista Miriam Leitão, professor Arthur Ituassu (diretor do DCOM) e professora Cristina Bravo (coordenadora do LabCOM). Foto: LabCOM Criação e Produção

Professor Mauro Silveira (coordenador-adjunto da graduação de Jornalismo), professor Bruna Aucar (coordenadora de graduação), jornalista Miriam Leitão, professor Arthur Ituassu (diretor do DCOM) e professora Cristina Bravo (coordenadora do LabCOM). Foto: LabCOM Criação e Produção