O jornalista Marcelo Lins comentou diferentes aspectos do Jornalismo Internacional. Foto: Alícia Souza

O jornalista Marcelo Lins comentou diferentes aspectos do Jornalismo Internacional. Foto: Alícia Souza

O jornalista Marcelo Lins participou da oitava aula do Seminário Globo/DCOM, realizada no dia 15 de maio, e debateu sobre os desafios e as transformações do jornalismo internacional. Ao longo da conversa, o ex-aluno do DCOM refletiu sobre as mudanças tecnológicas que impactam o trabalho dos correspondentes internacionais e analisou o papel da Ásia, especialmente da China, no cenário contemporâneo. Marcelo também comentou o papel das agências de notícias hoje que, apesar de não mais monopolizar o fluxo de informações, como no século XX, ainda oferecem uma infraestrutura essencial para uma cobertura internacional: fornecem imagens e conteúdos específicos sobre acontecimentos que os veículos muitas vezes não têm acesso.

O comentarista apontou que o repórter internacional deve valorizar o fato de estar próximo de situações, pessoas e lugares aos quais o público não tem acesso. Ele considera que isto é uma responsabilidade, uma vez que o jornalista é “a voz e os ouvidos de quem não está ali”. Segundo ele, é fundamental ampliar a cobertura para além das referências europeias e norte-americanas e ressaltou que, cada vez mais, será necessário olhar para a Ásia. O jornalista ainda destacou que é importante mostrar como situações internacionais afetam diretamente a vida da população do Brasil. Marcelo também falou sobre as dificuldades de trabalhar em regimes autoritários e observou que a liberdade de expressão e o jornalismo “não podem andar separados”. O Seminário Globo/DCOM é uma realização da Coordenação de Graduação, da professora Bruna Aucar, e organizado pelo professor Miguel Jost.