
Caio Barretto Briso e o professor Eduardo Miranda durante a palestra. Foto: Luã Alves.
O jornalista Caio Barretto Briso exibiu seu curta-metragem “Réquiem para Moïse” durante o penúltimo dia da Semana de Comunicação, 21 de maio. O filme mostra a comunidade congolesa no Rio de Janeiro e a revolta com a morte de Moïse Kagambe. “Réquiem para Moïse” ganhou o prêmio de melhor curta no Festival de Gramado. O africano foi assassinado em 2022, após cobrar o pagamento das diárias pelo trabalho realizado no quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca. Na conversa mediada pelo professor Eduardo Miranda, o ex-aluno do DCOM disse que a ideia para o filme surgiu em 2016, quando era repórter de O Globo, e pensou em uma pauta para a Olimpíada Rio 2016.
O documentarista trabalhava como freelancer quando Moïse morreu e sentiu a necessidade de contar a história. Caio escreveu uma reportagem sobre a comunidade congolesa e entrevistou Chadrac Kembilu, amigo de Moïse, que o apresentou para diversos imigrantes. Pensada originalmente para o formato de podcast, a produção se tornou um curta-metragem após a cineasta e codiretora Susanna Lira propor a Caio fazer um documentário. Ao longo da palestra, o jornalista ressaltou que ouvir é um importante “exercício narrativo”. Ele também lembrou que o formato do documentário permite mais tempo e liberdade visual para aproximar o público da história.

