
Marilia Carneiro esteve na PUC para gravar um depoimento para o projeto de extensão “Por trás das câmeras”. Foto: Luã Alves.
A figurinista Marília Carneiro esteve no DCOM e gravou um depoimento para o projeto de extensão “Por Trás das Câmeras”, desenvolvido pela doutoranda Alexandra Anastácio (PPGCOM/PUC-Rio), cuja orientadora é a professora e pesquisadora Tatiana Siciliano (PPGCOM/PUC-Rio). O depoimento faz parte de um projeto da graduação com o PPGCOM/PUC-Rio, com o objetivo de criar um acervo sobre profissionais do audiovisual que atuam nos bastidores. A entrevista foi conduzida por Alexandra, Tatiana e Luiza Janing, aluna do 7º período de EMI. Marília comentou a profissionalização da área e afirmou que, no passado, não existia uma formação específica para figurinos, por isto o mercado priorizava pessoas com boa formação artística. Além de TV, a figurinista também trabalha com cinema e teatro.
A estreia nas novelas foi em “Os Ossos do Barão” (1973), período marcado por limitações técnicas que a “forçaram a ser criativa”. O processo de caracterização, segundo ela, começa com pesquisas sobre épocas e lugares do enredo, assim como as particularidades das personagens. Marília lembrou “Dancin’ Days” (1978), cujo figurino da protagonista Júlia Matos foi destaque com meias lurex coloridas, sandálias de salto alto fino e calça jogging de cetim. E citou o vestido usado por Sônia Braga em “Gabriela” (1975), criado após conversas com Lúcia Rocha, baiana e mãe do cineasta Glauber Rocha. Ela ainda revelou que, nos primórdios da TV, personagens ricas só vestiam roupas e maquiagem extravagantes no cotidiano. Marília definiu o figurino como “a representação externa de tudo o que você deve saber da personagem”.

